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Caso Cachoeira, um best seller

Posted by Linha de Pipa on 22:40
As gravações das conversas de Carlinhos Cachoeira com seus comparsas feitas pela Polícia Federal já são mais do suficientes para se produzir um livro. Seria um best seller, sem dúvida. Isso se somente os envolvidos e seus familiares comprassem um exemplar cada. Como diriam os "marqueteiros da praça", o produto iria girar no ponto de venda igual a pão quente. O que veio à tona, até o presente momento, já se configura num dos maiores escândalos deste país. Não dá, depois de tudo o que foi colocado à descoberto, ver nenhum dos envolvidos escapar por frestas jurídicas. A sociedade foi impactada e não pode sentir-se frustrada, vendo a mal vencer o bem, o crime triunfar. Se tal ocorrer, as instituições dificilmente escaparão do descrédito. É preciso pensar bem nisso antes de qualquer decisão apressada de favorecimento. Deixem Cachoeira na cadeia até que tudo se resolva. As provas coletadas contra ele são cabais. O "homem" compra tudo e todo mundo. É impressionante! Até para partido político ele tinha preço. E grana, muita grana para comprar! Quem garante que não seguirá fazendo o mesmo se posto em liberdade? É um risco que não se precisa correr. Que o deixem vendo o sol nascer quadrado até que todas as peças juntadas pela Polícia Federal, com extrema competência, diga-se de passagem, completem o quebra-cabeças. E todos os personagens tenham o seu papel exatamente definidos.

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Futebol europeu de bolsos vazios

Posted by Linha de Pipa on 22:34
Dica para os jogadores brasileiros que ainda sonham em jogar na Europa: cautela! Aliás, dizem que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Então, não imponham limites ao consumo. Fato: a crise no sempre bom e Velho Continente anda pegando. E pegando todo mundo, inclusive os clubes de futebol. Acabo de chegar de Portugal, onde o FC do Porto sagrou-se campeão com uma rodada de antecipação, e lá a "coisa" de tá de lascar. Para que tenham uma idéia, o União de Leiria, clube tradicional e da primeira divisão, jogou a penultima rodada com apenas 8 jogadores, entre reservas sem ter para onde ir e juniores emprestados pelo Benfica. Perdeu de 4 a 0 e já caiu para a segundona. Os jogadores, titulares e reservas com algum talento e chance de encontrar novo clube, simplesmente rescindiram o contrato e deram de pinote do clube. Antes ameaçaram entrar em greve, mas não chegaram as vias de fato. O sindicato dos jogadores profissionais apoiou a decisão. O caso detonou uma discussão brava sobre o pagamento de salários. Dizem que lá na terra dos "tras dos montes", ninguém anda pagando ninguém, ou seja, os clubes andam com os bolsos vazios até mesmo para pagar seus funcionários. É preciso ter cuidado, ainda mais para trocar o certo, que pode ser pouco, pelo duvidoso, que pode ser muito, mas .....

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Posted by Linha de Pipa on 16:45
Estimados amigos,

Estou participando de uma "campanha eleitoral" e o tempo de sobra tem sido escasso, dai a demora em elaborar novos posts e manter o blog atualizado. Peço zilhões de desculpas, mas estes atrasos podem se repetir. Peço desculpas e prometo me esforçar ao máximo para seguir postando diariamente.
abs  

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A CPMI será, como sempre, uma caixinha de surpresas

Posted by Linha de Pipa on 11:28 in , ,
Dessa vez Suas Excelências não recuaram. Vamos ter mesmo uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar a cachoiera de denúncias que vieram à público após a prisão pela Polícia Federal do empresário / contraventor goiano conhecido como Carlinhos Cachoeira.  Vários políticos - deputados, senadores e governadores - e funcionários públicos estão entrelaçados com Cachoeira, que buscou um peso pesado para defendê-lo, o advogado e ex-ministro da Justiça Dr. Márcio Thomas Bastos. Ele certamente esta pagando um caminhão de dinheiro em honorários advocatícios, mas deve estar feliz, pois o retorno do "investimento" já começou a aparecer: conseguiu, por exemplo, a sua transferência do presidio de "segurança máxima" do Rio Grande do Norte para o de "segurança mínima" de Brasília e, agora, está buscando o fim da sua prisão temporária. E não parece difícil que consiga, embora o Linha de Pipa considere uma temeridade. Cachoeira pode sim interferir nas investigações. Mas este é um problema que a PF e Justiça têm de resolver. Voltando a CPMI, onde Cachoeira, que é a estrela principal, deverá dividir os holofotes do palco com o senador Demostenes Torres, muitos "podres" devem ser ainda levantados e, possivelmente, outros parlamentares envolvidos. E todos aqueles eleitos pelo povo, se flagrados em qualquer relação com o Cachoeira, devem ser "enviados" para o Conselho de Ética e de lá ao plenário para que os deputados possam votar possível cassação. Não raro as CPIs ou CPMIs se transforam em palco para que deputados e senadores, sobretudo aqueles de baixa exposição, tenham a sua vez na mídia.  Porém, é importante ficar claro, a Opinião Pública já sabe de cor e salteado como estes "shows" funcionam e aprendeu a separar o sério do rizível.   

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Populista, mas nem tanto!

A decisão do governo argentino de expropriar a YPF e colocar para correr arrogância da petrolifera espanhola Repsol, não há dúvidas, foi populista sim. Até hoje a turma da presidente Cristina Kirchner está vibrando com a reação positiva de boa parte da população. E como em terra de cego quem tem um olho é rei, a oposição também está apoiando a medida. Somente uns três ou quatro congressistas se confessaram contrários. Por agora sofrem com presssões e ameaças, mas se tudo acontecer como os analistas locais e internacionais estão prevendo, não demora estarão sendo felicitados pelo atitude sensata que tomaram. Será? E melhor deixar o bonde andar e ficar atento à situação para ver por quais trilhos trafegará: o da razão ou da estupidez!. É certo que a Argentina sofrerá represálias, até para servir de exemplo a outros que possam se sentir estimulados a fazer mais do mesmo. Afinal, romper um contrato internacional e ainda à força, a banca de investimento internacional não aceita. Há meios mais "civilizados" para tanto. Porém, cabe ressaltar que a decisão argentina, apesar de populista, tinha também uma razão plausível: A Repsol, que conquistou a YPF num processo de privatização, não vinha fazendo os investimentos necessários e prometidos. O país, que era auto suficiente, passou da condição de exportador a de importador de petróleo. E gastando uma grana que não tem. Diante desta situação, Cristina Kirchener e seu grupo juntaram a fome com a vontade de comer. Deram um golpe populista para tentar resolver uma situação real de abastecimento energético. O Brasil não expropriou "ninguém" e nada indica que irá fazê-lo. No entanto, vale lembrar que muitas das antigas estatais que foram privatizadas entregam hoje aos brasileiros um produto inferior e por um valor bem mais alto que outrora. Estão enchendo as burras, mas investindo pouco ou nada. Vejam os cortes de energia, as estradas mal conservadas e o sistema de telefonia abaixo da crítica. A questão para eles não é entregar um bom produto ou serviço, mas sim remunerar cada vez melhor seus acionistas. E é o que os "privatizantes" estão fazendo, tanto no Brasil como na Argentina. É para rir ou chorar? 

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Argentina surpreende a Espanha e pode mexer com o Brasil


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O Linha de Pipa não é especialista em privatização e muito menos em estatização. Por isso, fica um tanto difícil dizer com todas as letras se foi acertada ou não a expropriação da petrolifera YPF, que pertencia a espanhola Repsol e foi re-estatizada pelo governo argentino comandado por Cristina Kirchner. Ela colocou os espanhóis para correr e lembrou que a Argentina - e isso é verdade - é o único país da América Latina que não tem controle sobre a sua produção de petróleo. Como vocês podem ver no vídeo distribuído pela Casa Rosada (acima), o pessoal que estava acompanhando o anúncio oficial vibrou como se estivesse num estádio de futebol assistindo a uma partida da seleção de seu país.  Logicamente que eles tem lá as suas razões e sabem onde lhes aperta o calo. Também acho que o governo local, que é louco por atitudes populistas, deve ter medido bem todas as consequências dessa decisão que é bastante séria. A resposta da empresa espanhola, que vocês podem assistir abaixo não tardou. E foi pesada. Sem esconder a decepção, surpresa, raiva, bode, o porta-voz disse que vai vender caro a expropriação e que apelará para o tribunal internacional de arbitragem. O governo espanhol também saiu em defesa da Repsol. Disse que a Argentina deu um tiro no próprio pé é que terá que arcar com os ônus de sua atitude. A comunidade internacional, como era de se esperar, não deixou de meter a sua colher na história. Os países do chamado Primeiro Mundo e aqueles emergentes com interesses na Casa de Los Hermanos condenaram o gesto. No Brasil a questão também preocupa. A Petrobrás, que já fez grandes investimentos do outro lado da fronteira, vem reduzindo consideravelmente os seus interesses por aquelas bandas. Andou vendendo por lá alguns de seus ativos e não está mais afim de colocar dinheiro novo naquele pedaço. Não demora, será a próxima vítima. Só que por aqui o papo deve ser diferente, algo negociado. Representantes do governo argentino já estão "passeando" pelo Brasil, conversando com dirigentes da Petrobrás e com o Ministro Edison Lobão, das Minas e Energia. Pode ser que no caso da Petrobrás a cena seja mais soft. Noves fora, fato é que a imagem da Argentina vai de novo para o saco. Os investimentos que ela tanto necessita e deseja serão muito bem pensados e repensados, ou seja, demorarão para aportar no país vizinho. A situação econômica de los hermanos não anda lá estas coisas, dai os controles para a saída de capital, entrada de bens e etc.. Até quando eles irão aguentar surfar nesta onda, eis a grande questão. De qualquer forma, eles serão retalhados, pela Espanha e outros players internacionais. Afinal, se a moda pega, o liberalismo, que nos foi imposto aqui via FHC, pode ir para o espaço.

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Te cuida Petrobrás!

O governo argentino expropriou 51% da YPF, companhia de petróleo que foi privatizada no governo Carlos Menen e que até ontem pertencia integralmente a espanhola Repsol. Em outras palavras, tomou na mão grande a companhia que, não faz muito tempo, vendeu num daqueles famigerados processos de privatização que nos, brasileiros, sabemos bem como eram feitos. Não é preciso dizer que os espanhóis ficaram fulos de raiva e acusaram o governo de Cristina Kirchner de não respeitar os contratos. E não pararam por ai: acrescentaram que a atitude, demagógica, visa apenas desviar a atenção dos argentinos para os graves problemas do país. Pode ser! Os argentinos já tiveram no passado outros roupantes demagógicos que só prejuízo trouxeram a nação. A guerra pela Malvinas foi a maior delas. Tomar a companhia dos espanhóis, que prometem represálias em nível de Estado, é o menor do problemas que este gesto "desesperado" pode representar para o país. È líquido e certo que a Argentina será contestada em todos os tribunais internacionais possíveis; o governo espanhol vai colocar a boca na trombone; e a imagem do país no mercado internacional, que vinha melhorando desde o calote da dívida, vai de novo para o saco. E com a imagem ruim, tendo como pano de fundo de quebra de contratos, nenhum investidor, mesmo que maluco e rasgando dinheiro, vai querer colocar os seus recursos no país hermano. De novo os nossos vizinhos foram dramáticos ao extremo, de novo pisaram feio na bola. E pelo visto, as coisas por lá não vão parar na expropriação da Repsol. O horizonte por aquelas bandas não é nada colorido. Te cuida Petrobrás!  

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