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A Síria não é a Líbia
Posted by Linha de Pipa
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11:32
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A vida na Síria não anda nada fácil. Tanto para opositores do regime quanto para os jornalistas, que chegaram ao país com o início da chamada "Primavera Árabe". As forças do Estado não estão separando o "joio do trigo" e atirando em qualquer um para matar! E estão matando. Aos montes: opositores, jornalistas e sobretudo civis, que se encontram bem no meio do jogo cruzado. A situação parece ser insustentável. Os especialistas dizem que essa história pode acabar em uma Guerra Civil. Ainda não começou? Este blog realmente anda apressado! Brincadeiras sem graça e fora de hora à parte, a pergunta que não quer calar: Como o Ocidente - leia-se EUA, França e Inglaterra - vai resolver este enrosco? É verdade que a Síria vive há anos sob uma ditadura familiar sangrenta; que o dia-a-dia do povo é sob pressão; que está privado de suas necessidades básicas; e que a paciência anda no limite do tolerável. No entanto, acho que o povo jamais sairia às ruas de peito aberto e mãos abanando para, de forma desorganizada, derrubar o regime. Está na cara que foi estimulado pelas forças do Ocidente. Estes imaginaram que depois do que aconteceu na Tunísia e no Egito, na Síria não seria nada diferente. No começo, logicamente, haveria uma certa resistência, mas após o governo deixaraia a cena com os rabos entre as pernas. Era um caminho plausível (na Tunísia e Egito deu certo!) mas cheio de pedras e obstáculos. Arriscaram, mas nem tudo saiu como o planejado. As forças do Estado estão a cada dia mais violentas, atirando a esmo, contra qualquer alvo em movimento. A oposição, os jornalistas e cidadãos comuns, que não estão nem de um lado e nem do outro, encontram-se encurralados. Os pedidos de socorro vazam pela Internet, mas quem dará o primeiro passo para socorrer estas vítimas? A Síria, tudo indica, não parece nada com a Líbia, ou seja, tem forças armadas bem treinadas e fortes, com experiência no campo de batalha. Se houver luta contra invasores, ela será renhida e sangrenta. E duradoura. Urge que uma solução seja encontrada e, de preferência, na base do diálogo. O ideal - é apenas força de expressão - para todos seria a saída para o exílio em qualquer canto do mundo do ditador Bashar Al Assad. Mas o cara resiste. Assim sendo, a novela persiste e o seu final segue indefinido. Mas até quando?

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