0
A FIFA é quem vai mandar!
Posted by Linha de Pipa
on
11:59
in
Cidade do Rio de Janeiro,
Copa das Confederações,
Copa do Mundo 2014,
FIFA,
Governos,
Jogos Olímpicos de 2016,
Joseph Batter,
Miséria
Farra esportiva
A partir de 2013, quando o Brasil servirá de sede para a Copa das Confederações e, um ano após, em 2014, para a Copa do Mundo de Futebol, a FIFA, entidade internacional de interesse privado, terá no país poderes que jamais se pensou em conceder a qualquer outra organização, ainda que nacional, fosse pública ou privada. São tantas as exigências da FIFA e tantas as concessões do governo que, não demora, o brasileiro, dentro do estádio ou até 1km de seu entorno, deverá "levantar a mão" e pedir licença ao suiço, Sr. Joseph Blatter, presidente da FIFA, para ir ao banheiro. Lógico que o exemplo esbarra nas raias do exagero, mas os parlamentares brasileiros se curvaram tanto que tudo pode ser possível quando o tema refere-se a eventos organizados por essa entidade internacional do futebol. O Linha de Pipa, contrariando opiniões de entendidos e de outros nem tanto, sempre se posicionou contrário a realização destes dois eventos no Brasil e também dos Jogos Olímpicos de 2016, marcados para acontecer na cidade do Rio de Janeiro. Ainda arde na memória e mais ainda nos bolsos dos contribuintes as contas referentes aos recentes Jogos Panamericanos, também realizados na capital carioca. Elas "nunca se fecharam", apesar da ginástica matemática exigida. Digam o que quiserem, mas este blog não acredita em legado. Ou melhor, acredita que o único legado destes eventos serão contas e mais contas a pagar. Inclusive pelo contribuinte que não pratica e nem aprecia qualquer modalidade esportiva e que pretende estar longe do país quando estes eventos forem iniciados. Para o Linha de Pipa, importante ficar claro, esta montanha de dinheiro que será consumida - sabe-se lá como - para a realização de todos estes eventos, bem que poderia ser utilizada para suprir as necessidades básicas da população. Há ainda no Brasil um número expressivo de brasileiros - coisa próxima dos 13 milhões de pessoas - que vivem na miséria extrema, que não têm acesso a escola, transporte, saúde e muito menos trabalho. E, consequentemente, não têm o que comer e nem vestir. Enquanto esta parcela sofre e, quem sabe, ore para que um dia a sua vida melhore, a outra, uma minoria privilegiada, curte o bem bom esportivo patrocinado pelo Estado. E os parlamentares brasileiros, todos eles, seguem curvados aos interesses da FIFA, seus patrocinadores e a outros brasileiros poderosos que devem se beneficiar - e muito - com os resultados desta farra esportiva. Certamente bateremos o recorde da estupidez!

Postar um comentário