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Uma novela sem fim...
"The Truman show"
A novela entre o jogador Paulo Henrique Ganso e o seu clube, o Santos, já passou dos limites do bom senso. Agora, além do próprio, também o presidente do Peixe, Luis Álvaro de Oliveira, está falando besteiras. A última foi a comparação desastrosa entre Ganso e Neymar: para o cartola, o primeiro é apenas um vinho encorpado; já o segundo, um delicioso champagne borbulhante. Quanta bobagem! Mas deixemos a emoção de lado e tratemos o tema com a razão. Ganso é um trabalhador contratado pelo clube e se não lhe agrada mais o ambiente, então que rescinda o contrato, assuma as responsabilidades devidas e vá ser feliz em outro lugar. Nada de ficar com frescuras, querendo agrados aqui e ali. Ganso não é ídolo que requeira cuidados especiais e adoração. Tal qual Neymar! Nem Pelé, que foi o maior de todos, tinha grandes privilégios quando o mundo se curvava ao seu futebol - este sim! - brilhante. O presidente do Santos, por seu turno, deve parar de discutir em público com os gerenciadores da carreira do jogador e, agora, também com o próprio, e definir de vez a sua situação. Se pretende vendê-lo somente ao final do contrato, em 2015, que o faça; se antes, em função de uma proposta irrecusável, que o faça também. E chega desse lero-lero sem cabimento. Há mais de um ano esta "frecura" se arrasta sem solução à vista. Tá na cara que Ganso não quer mais vestir a camisa do Peixe. Então, que o deixem desfilar o seu bom futebol em outras praias. O Linha de Pipa tem uma posição bastante clara sobre este assunto. Ganso é um funcionário e o Santos a empresa empregadora. Um trabalha e o outro paga pelo trabalho realizado. O tabalhador deve ser livre para ir e vir; a empresa é livre para mantê-lo ou não em seus quadros. Simples assim. Porém, seguindos todos os preceitos legais que regulam este tipo de relação.


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