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E agora Ministro?

O Linha de Pipa não tem bola de cristal e nem pratica clarividência. Mas não pode deixar de reconhecer que "cantou a pedra" bem antes que ela ganhasse os olhos do povo e fosse desvendada, nua e crua, pela mídia à Opinião Pública nacional. Infelizmente para nós, brasileiros, que temos um mínimo de orgulho e prezamos a seriedade das coisas. Lembram-se de quando este blog, em alguns post atrás, alertou que o ministro dos esportes, o "comunista Aldo Rebelo, depois da sua reação dura aos comentários deselegantes do secretário geral da Fifa, Jerome Valcke - aquele do "chute no traseiro" do Brasil -, não teria espaço político para recuar e reconsiderar o fato? E mais, que se o fizesse corria o risco de cair em descrédito? Pois bem, o "homem do PC do B" no governo aceitou as descupas, primeiro da Fifa e, depois, do secretário bocorrito. E aquela história de não tê-lo mais à mesa de negociações como o interlocutor oficial da entidade, ao que parece, vai ficar no "dito pelo não dito". Esta é uma questão ainda pendente do resultado de uma reunião por acontecer entre a presidente Dilma Rousseff e Joseph Blatter, presidente da Fifa. Como dissemos, o ministro dos esportes demorou para finalizar o caso e a presidente, como é do seu feitio quando a "fila empaca", resolveu entrar em campo e ela mesmo acertar os ponteiros. E se este forem mesmo acertados durante essa reunião, o nosso ministro dos esportes - sabe-se lá com que cara -, vai ter que "entrar em campo" ao lado do gringo mal educado que, diga-se de passagem, classificou como "infantil" a reação do governo às suas ofensas ao país. É verdade que o Brasil assumiu um compromisso ao vencer a concorrência para a realização da Copa de 2014 e não o está cumprindo como deveria. No entanto, isto não confere a Valcke o direito de se dirigir ao país de maneira vulgar e ofensiva. Existem "formas e formas" de se fazer cumprir compromissos e contratos. O ministro Rebelo fez bem ao reagir. No entanto, ontem, pela cara de poucos amigos e falta de explicações para as desculpas aceitas, acho que o ministro, quando reagiu a deselegância do Valcke, não avaliou corretamente o cenário. Ou seja, de que poderia ser obrigado a dar um passo atrás. E é o que parece, vai acontecer. E se acontecer, o ministro dos Esportes deve pegar o boné e deixar o ministério. Do contrário, a sua credibilidade já era. Aproveitando o tema, ontem o ministro Rebelo, durante rápido contato com os jornalistas, recusou-se a falar sobre o caso. Erro grave. Qualquer servidor público, não importa a sua posição, tem a obrigação de dar satisfações de seus atos à sociedade. Por mais desagradável que seja o tema, o ministro Rebelo deve sim responder aos questionamentos da imprensa.

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