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Fifa chuta a canela do Brasil e ministro pede expulsão de cartola

Jerome Valcke, secretário geral Fifa, disse ontem que o Brasil merece "um chute no traseiro" para entregar a Copa do Mundo. O cara é um imbecil e grosseiro, como já deixou "claro e evidente" em todas as suas passagens pelo País. Porém, nas mais recentes, tem ultrapassado as barreiras do bom senso. Mas é bem feito para o Ministério dos Esportes, que nunca se impôs como deve ou reagiu a altura as provocações deste gringo mal educado. Antes, com o ex-ministro Orlando Silva e agora, com o ministro Aldo Rabelo. Valcke sempre fez o que quis por estas bandas dos trópicos. Nunca foi devidamente contestado. Por isso, como diziam o antigos, ele se sente livre para "por as manguinhas de fora" quando e onde quiser. E pelo jeitão que respondeu à reação de Rabelo, que mandou avisar a Fifa que ele não será mais recebido pelo governo como interlocutor autorizado da entidade, o cara não se emenda. Classificou de "infantil" a reação do ministro e disse que estará no país no próximo dia 12. Aqui repete-se aquela velha história da educação infantil: é no começo que se impõe os limites. Como não lhe impuseram nenhum, Valcke sente-se a vontade para entrar com os dois pés contra qualquer um que apareça pela frente. Como se fosse um inimputável. Rabelo foi a "bola da vez!". Acusou o golpe e agora pede cartão vermelho para o "gringo falante". O minstro avançou como deveria e, por isso, não pode recuar. Valcke não pode mais (MESMO!) sentar-se à mesa com o governo. Se acontecer, será a desmoralização total do Ministério dos Esportes. Rabelo, ao reagir com igual ou mais força contra o secretario geral da Fifa, assumiu um "compromisso de honra"  perante a sociedade brasileira. E, desta forma, cassou toda e qualquer margem de negociação. Ao ministro agora é "negado" o direito de ceder, mesmo que com a intervenção da turma dos panos quentes! O ministro falou hoje e, no Congresso, certamente outros falarão durante a próxima semana. Imagino discursos calorosos, porém não sei se sinceros. Aquele lugar é uma caixinha de surpresas. O Linha de Pipa gostaria mesmo é de ouvir a presidente Dilma Rousseff se manifestar a respeito. Com ela, já restou provado e comprovado, tanto Valcke como Joseph Blater, presidente da Fifa, não colocam a cara a tapa. A presidente não se intimida e os dois gringos, em ocasiões anteriores, já sentiram o peso de sua autoridade. Vamos ver por quanto tempo ela deixará o caso nas mãos de Rabelo para resolver. 

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