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No dia do Circo, um comentário sem a menor graça!
Posted by Linha de Pipa
on
14:48
in
Congresso,
Gripe Suína. Ministério da Saúde,
Hospital Sírio Libanês,
O Globo,
Planos de Saúde,
Saúde,
Tratamento de Saúde
No último final de semana li num jornal, acho que foi no O Globo, que o Congresso anda gastando uma grana danada com "a saúde" dos Congressistas e, não bastasse, também com a dos "exs congressistas" e dependentes. A dinheirema torrada é tanta que daria para recuperar e atualizar muitos hospitais do Estado que andam em verdadeira petição de miséria. É interessante observar que Suas Excelências, por qualquer unha encravada, não hesitam em tomar um avião e baixar todos condoídos no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Lá, além do tratamento médico de 1º mundo, recebem ainda tratamento de hotel 5 estrelas. Lógico que isso tudo tem um custo, condizente, vale afirmar, com o top dos top do 1º mundo e mais ainda do que o valor de um 5 estrelas renomado. E essa grana, que vai cuidar do dodoizinho do Suas Excelências ou, então, de um exs, sai do seu e do meu bolso. Que a presidente da República e o seu ministério tenham esse tipo de tratamento, confesso que não me oponho. Pela posição de responsabilidade que ocupam, acho justo que recebam esta atenção. No entanto, não há justificativa plausível para que os membros atuais e exs do Congresso recebam tratamento semelhante. Pago com o dinheiro público, importante deixar claro. Estes privilégios precisam acabar. Aliás, vale dizer, jamais deveriam ter existido. Mas nunca é tarde para se corrigir um erro. Sugiro ao Governo que contrate um Plano de Saúde, pode ser até o mais completo do mercado, e coloque todas as Suas Excelências sob o mesmo guarda-chuva. Enquanto estiverem no exercício da função, eles e seus descendentes menores de 21 anos devem ter o direito. Após o cumprimento do mandato, se desistiu do cargo ou não foi reeleito, o "exs" deve perder o direito ao Plano de Saúde. Tal qual qualquer trabalhador demitido ou desligado de uma empresa privada. E se este "exs" não tiver condições de bancar financeiramente o plano, novamente, tal qual acontece com muitos trabalhadores desempregados, que lhe seja franqueado as portas do SUS. Com direito as filas, macas nos corredores e uma eternidade de tempo para a marcação de consultas e exames. Não dá mais para ver a Saúde depauperada, com o pires na mão, sendo devorada pela incompetência de gestores e fornecedores corruptos e, ainda por cima, ver o Estado gastar milhões com o tratamento de 1º mundo para "meia duzia" de privilegiados. Até quando vamos assistir passivo o Congresso torrar mundos e fundos e trabalhador morrer na fila de um hospital sem alcançar um médico?

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