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JUROS DE UM SÓ DIGITO É FATO HISTÓRICO

Ontem, 10 de junho, o Copom reduziu para 9,25% a taxa básica de juros, aquela que serve de "referência" para o mercado. A data deveria entrar para o calendário oficial como uma "nova efeméride nacional" e ser comemorada, anualmente, com toda a "pompa e circunstância". Afinal, "há mais de não sei quantos anos" esta taxa não se apresenta com um só "digito". Tem um "monte" de brasileiros, inclusive em postos de comando no mercado financeiro, que jamais viu "uma taxa assim" em nosso país. Eles nasceram e cresceram com a taxa de juros oficial nas alturas, onde a vista, a olho nú, nem alcançava. Pode-se dizer, sem exageros, que esta é uma geração de privilegiados. Presenciaram uma data histórica e vão poder relatá-la, em detalhes, à suas descendências. Só falta agora o mercado, aproveitando "o marco histórico" gerado pelo Banco Central, reproduzir para os consumidores a redução dos juros. E posicionar a taxa em patamares civilizados. Se acontecer, o que confesso, acho muito difícil, a comemoração tem que ser completa, com fogos de artíficios e desfiles pela principais vias do país.



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