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O CONSUMIDOR ESTÁ LIGADO. E NÃO É DE HOJE!

Posted by Linha de Pipa on 15:24

O diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Helio Mattar, assina o artigo “O peso da ação social das empresas na visão do consumidor”, publicado na edição desta semana do Meio & Mensagem. Ele utilizou como argumento uma pesquisa realizada pela GFK que teve como objetivo avaliar o peso de ações sociais na decisão de compra dos consumidores. Números interessantes e de grande importância foram apontados pelo estudo: 45% dos entrevistados valorizam marcas que representam ações socioambientais; 37% estariam dispostos a pagar mais por produtos que “carregam estas bandeiras”; 78% gostariam de saber o que as empresas estão fazendo nestas áreas; 49% acham que as empresas não se comunicam com honestidade neste quesito; e 46% acreditam que as ações socioambientais são puras jogadas de marketing. E “passando a régua” para fechar a conta, concluiu-se que não basta às empresas anunciarem-se “sustentável”; e preciso ser e saber comunicar este fato.

Para alguns, nada de novo!
Assim que passei os “olhos” pelo artigo lembrei-me imediatamente do profissional de comunicação Luis Carlos de Souza Andrade. Ele é advogado, relações públicas e até meados da década de 80 foi presidente do escritório brasileiro da americana Burson-Marsteller, então a maior e mais avançada do setor no mundo. Viajei no tempo porque já naquela época ele pregava “no deserto dos incrédulos” (sou testemunha!) o que alguns consultores pregam hoje às “multidões boquiabertas” como novidade e a peso de ouro. Dizia Luis Andrade: “temos todos “duas faces”; uma representa o “consumidor de idéias” e o outra, o “consumidor de produtos”. A tendência mostra que no futuro breve, o “consumidor de idéias” vai se sobrepor e não raro, determinar a ação do “consumidor de produto”. Ele denominava de “consumidor de idéias” a “metade da face” preocupada com as questões ambientais, sociais, políticas e econômicas. E previa a “expansão do seu poder” sobre o consumidor de produtos em razão do acesso às informações e liberdade de manifestação que o fim da ditadura militar propiciava. A pesquisa da GFK confirma “as previsões” de Luiz Andrade, que não são ofertas de “achismo”, mas frutos de suas observações e estudo.

Visão além do alcance
E não bastasse tudo isso, ele ainda dizia, não somente aos executivos das empresas, mas também e sobretudo aos publicitários, que eles não conheciam o “consumidor de idéias” e, por esta razão, não sabiam como e o que falar a eles. Estavam habituados somente a falar com o “consumidor de produtos” e o faziam com competência invejável. Alguns lhe deram ouvidos; outros deram as costas. Mas ele não desistiu. Criou uma agência de propaganda especializada em comunicação institucional, a Corporate Territory, que teve pouco tempo de vida, infelizmente, graças à visão “estreita” dos executivos de então.

Pesquisa exige atenção
Aproveitei a pesquisa da GFK para ilustrar o cenário que, como se vê, não é novo; e também, para fazer justiça a uma “figura” que “lá de longe” já enxergava todos estes desdobramentos. De qualquer forma, a visão futurista de Luis Andrade e os números “atuais” obtidos pela GFK mostram não somente os anseios e preocupações dos consumidores, mas, da mesma forma e importância, os caminhos que as empresas devem seguir. E urgentemente!

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