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O VALE-CULTURA-VALE-VOTO
Nas condições atuais de "temperatura e pressão" do cenário politico nacional, tem "cheiro" forte de "vale-voto" o pseudo "vale-cultura" lançado esta semana pelo presidente Lula, em cerimônia das mais alegres e divertidas com a classe artística tupiniquim. Não que a cultura não precise de apoio do Estado e o que o "povão" não precise de apoio para consumí-la, mas o que causa estranheza é o "time" da oferta, com o país á beira de mais uma eleição majoritária. O tal "vale-cultura" bem que poderia ter esperado mais um ano ou ano e meio para ser lançado. E nada mudaria muito até lá, para o bem ou para o mal. A cultura, o mais vigoroso alimento da alma, já conta com o apoio da Lei Rouanet, que serve até "quem não precisa do seu apoio". Entendo o entusiasmo do presidente Lula com o "novo produto" do Planalto, mas ainda acho que o estímulo a cultura deve vir "por outro caminho". E começar envolvendo o Ministério da Educação e, por sua via os pequenos, que freqüentam as escolas. Este "vale" é mais um dentre tantos "vales" que já existem. Ele, está claro, não vai ajudar a alterar em nada a situação de hoje e muito menos a de "amanhã". Se algo de longo prazo não for feito, nada acontecerá no futuro. Este "vale" pode não "valer nada" se o próximo presidente, por exemplo, o considerar dispensável na confecção do seu "budget" de governo. Por tudo isso, acho que o novo "vale-cultura" não "vale" muita coisa!



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