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ZALAYA FORÇA A BARRA, MAS NÃO CHEGA A HONDURAS
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zalaya, não é nenhuma unanimidade no seu país. No entanto, foi eleito legitimamente pelo maioria do povo e, por esta razão, deve voltar ao cargo para encerrar o mandato que lhe tiraram "das mãos". Ele conta com forte apoio internacional. Estados Unidos, União Européia e países da América Latina seguem pressionado o governo golpista. A solução para este impasse, ao que parece, é somente uma questão de tempo. Por isso Zalaya deve ter paciência. Os seus lances "político-teatrais", típico dos populistas das antigas republiquetas da região, somente acirram os ânimos e não conduzem a nada. Toda vez que ameaça de retornar ao país na base da força, a polícia e o exército se colocam em prontidão e populares prós e contras saem às ruas em manifestações. O "caldo" que se forma é propício para o confronto. Nos anteriores, já morreram civis inocentes. A quem interessa mais corpos no asfalto? O caso deve ser resolvido com diálogo, no entorno das mesas de negociações e não nas ruas. Se tiros, paus e pedras fossem "ferramentas" da Paz, israelenses e palestinos, por exemplo, há tempos estariam andando de "braços dados" pela Faixa de Gaza! Zalaya tem mais é que ficar na sua e trabalhar em silêncio, nos bastidores. Se quiser seguir às cegas a cartilha "Chaves/Ortega", tão cedo não vai retomar o "assento". E pior, vai esvaziar o apoio que hoje "enche a sua bola".



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