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Hebe na Globo

Quem conhece os rigores impostos pela direção Rede Globo de Televisão aos "astros" da concorrência deve ter se surpreendido com a aparição da apresentadora Hebe Camargo, do SBT, na abertura do Fantástico, o principal programa de domingo da emissora. A apresentadora, recém saída do hospital, recebeu em sua casa a jornalista Renata Ceribelli e lhe concedeu uma entrevista bem humorada, sincera e otimista. Arriscou até uma imitação do "rei" Roberto Carlos. Deixando de lado as "já sabidas" preocupações comerciais que movem a programação da Globo e analisando o "caso" apenas do ponto de vista jornalístico, tanto a entrevista como a concessão do largo espaço a estrela da concorrência faz todo sentido. Hebe é personagem importante da história da televisão brasileira; segue ativa e tem uma legião inimaginável de fãs em todo o país; e, recentemente, viveu momentos difíceis em razão da descoberta de câncer; permaneceu durante vários dias hospitalizada e quando deixou o hospital, foi recebida à porta por um número incalculável de admiradores - homens, mulheres, "veteranos" e jovens. Não tenho dúvidas de que a "primeira parte" do Fantástico foi a mais assistida. A Globo sabe e reconhece a força do nome Hebe Camargo junto ao público. Tanto que durante a semana fez várias "chamadas" para a atração. Desde a época - olha, faz um tempão! - em que Walter Clark e Boni moldaram o que a Rede Globo é hoje, jamais assisti tamanha atenção com uma "atração" concorrente. Acho que o "jornalismo" deu uma escapadinha para fazer jornalismo enquanto o "comercial" cochilava. Só pode ser!



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