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Ainda celeiro de craques, mas também "funilaria" e asilo

Posted by Linha de Pipa on 10:12
O Brasil é o maior celeiro de talentos do futebol mundial. Todos os anos o país revela inúmeros bons jogadores, que nem bem se profissionalizam e já "ganham" o mundo para exibir o verdadeiro "futebol-arte". O que poucos sabem - ou perceberam - é que o Brasil, mais recentemente, transformou-se também em "funilaria" - recupera jogadores com prestígio abalado - e asilo do futebol - recebe aqueles que já deram o seu melhor na Europa, mas ainda acham que podem seguir por aqui enganando o tempo e faturando uma graninha. Na "funilaria do futebol", no momento, a maior estrela é o atacante Robinho, do Santos, que veio restaurar o brilho de seu futebol. Breve deve ganhar a companhia do lateral Cicinho, que volta ao São Paulo; antes chegou Adriano, do Flamengo, para matar a saudade dos amigos; na Gávea ele tem a companhia de Vagner Love, que desistiu da Russia com trampolim para o "centro" da Europa; não deve ser esquecido o atacante Cleber, do Cruzeiro, que vai e volta e ninguém sabe o porquê! Há outros nomes, mas são de estrelas menores. O "asilo futebolístico" foi inaugurado pelo centroavante Ronaldo, o fenômeno gordo do Corinthians, e pelo zagueiro Edmilson, ex- Palmeiras. Nele hoje encontram-se Roberto Carlos (Corinthians), Geovani (Santos), Lincon (Palmeiras), Cleber Santana (São Paulo) e Fred (Fluminense). Todos eles venderam caro aos "estrangeiros" o melhor futebol que possuiam e eles sugaram um pouco além do que pagaram. Agora estes jogadores esforçam-se para ofecer a "raspa do tacho" aos fanáticos tupiniquins. O futebol brasileiro reproduz o quadro exposto em outras áreas do país, que exporta matéria prima e importa o produto acabado. No caso do futebol, literalmente.

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