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Mais um ministro na mira!
Posted by Linha de Pipa
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11:57
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Ministério da Integração Nacional,
Ministro Fernando Bezerra,
Palácio do Planalto,
partidos políticos,
Presidente Dilma Rousseff,
PSB
A figura da vez!
Os holofotes da mídia e, por conseqüência, da Opinião Pública, estão agora sobre a figura do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O seu "inferno astral" chegou junto com as chuvas de verão, que causaram enchentes, deslizamentos e mortes em localidades que já haviam sido vítimas dos mesmos problemas no ano anterior. Ou seja, o "raio" caiu duas vezes no mesmo lugar. Normal e natural. Só que desta vez, esperava-se que estas localidades estivessem devidamente preparadas para encarar com valentia as chuvas, os trovões e os deslizamentos. Infelizmente, isso não aconteceu. Mas por quais razões? E as obras e as verbas prometidas no ambiente de comoção de 2010/2011? Não aconteceram? Para responder a estas questões a mídia foi bater à porta do ministério da Integração Nacional e lá descobriu que "95,5% da liberação de pagamentos assumidos em 2011 para o programa antienchentes foi para o Estado natal do ministro, Pernambuco. 

Como todo mundo sabe, é quando se abre a tampa que se vê o conteúdo de uma penela. E foi assim que a mídia também descobriu que o ministro privilegiou o seu filho, deputado federal Fernando Coelho (PSD-PE) com o maior volume de liberação de emendas de sua pasta em 2011. E se não bastasse, a Folha de S.Paulo, edição de hoje, revela que o ministro, quando prefeito de Petrolina (PE), comprou por duas vezes o mesmo terreno (em 1996 e 2001), que, por coincidência, pertence ao seu primo, hoje secretario da agricultura de Pernambuco e membro de seu partido, o PSB. O Linha de Pipa entende que o ministro deve vir a público e explicar tim-tim-por-tim todas estas "revelações" que ocupam hoje enormes espaços nos diferentes tipos de mídia. A Opinião Pública merece conhecer a verdade e a presidente Dilma Rousseff tomar as medidas cabíveis. Não dá mais para aceitar como normal, natural ou cultural (pode-se enfiar mais adjetivos à lista) este tipo de postura. De quem quer que seja. O ministro exagerou na graça como o seu Estado e foi mais do que um bom "pai político" para o seu filho. Por todas estas "bondades", que devem ter agradado e muito ao seu "grupo político", o Planalto deve dar como vencido o prazo de validade do ministro de Integração Nacional. E assim como um produto com prazo de validade vencido deve deixar a gôndola, o político deve, por iniciativa sua ou de quem lhe deu o cargo em confiança, deixar o ministério.

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