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A imprensa é pega de surpresa
No final da semana que passou e no início desta que já está findando, a imprensa destacou em manchetes de 1ª página o brutal assassinato da ex-jogadora de vôlei Magda Aparecida Galasso Gomes, de 53 anos, no interior de seu apartamento, no bairro de Perdizes, em São Paulo. Segundo a imprensa informou logo após o crime, a vítima foi morta a facadas tentando proteger o seu filho único, de 22 anos, da violência dos assaltantes. O crime comoveu a cidade e o gesto de Magda foi, com razão, exaltado. Ontem, para surpresa geral e, mais ainda, da própria imprensa, que acha que nunca falha, o caso teve uma reviravolta impressionante. O assassino, descobriu a polícia, não é nenhum assaltante desconhecido, como foi noticiado. E mais, Magda não morreu tentando salvar a vida do próprio filho; ao contrário, foi morta por ele. Membros da família revelam-se supresos e assustados com este reverso inesperado da história. Eles não conseguem entender o motivos que levaram o jovem a este tipo de atitude. Afinal, ele mora num bairro de classe média alta, estudou em excelentes escolas e leva uma vida confortável, sem privações. Ou seja, tem tudo o que quer. Agora a polícia avalia outras possibilidades, como a do jovem ter assassinado a sua mãe para ficar com a herança. Um absurdo! A imprensa deveria tirar desse caso boas lições. Num primeiro momento, precipitada, tentou fazer de Magda uma heroina e, do seu filho, uma vítima indefesa. Errou! Errou feio, muito feio. Magda não é uma heroina, mas sim uma vítima, traida e morta pelo próprio filho. E ele não é vitima, mas um assassino confesso. A imprensa deve refletir antes de noticiar. A pressa pode transformar anjos em demônios. E vice-versa!

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