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Kassab recua e deixa Lula na mão



O prefeito Gilberto Kassab, que hoje gasta todo o seu tempo para manter em pé o PSD, partido que acaba de inventar, mandou avisar ao ex-presidente Lula que o "ex-ex-ex e ex" José Serra é o detentor de seu apoio total e irrestrito se vier a confirmar a sua candidatura para a prefeitura da cidade de São Paulo. Semana passada, o amigo do Linha de Pipa deve se lembrar, Kassab, Lula e a cúpula do PT se reuniram para fechar o apoio do PSD em torno da candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad. A maioria dos "petistas" protestou e a senadora Marta Suplicy, que também sonhava em disputar o cargo, disse abertamente que discordava da aliança. Lula e os caciques do PT bancaram e, agora, com o passo atrás de Kassab, estão todos sem desculpas convincentes para oferecer aos simpatizantes do partido. A atitude do prefeito de São Paulo não é de se estranhar. Pelo contrário, deveria ser esperada e, por isso, a tal aliança totalmente descartada. Mas Lula e o PT insistiram e deu no que deu. Kassab não segurou a onda! E nem poderia. Afinal, até as pedras dormentes do mundo mineral sabem que o atual prefeito de Sampa era um político menor e desconhecido até ganhar de bandeja a vice prefeitura de Serra. Com a sua saída para candidatar-se ao governo do Estado, Kassab assumiu a titularidade. Administrou o espóilio com habilidade e conseguiu a "reeleição". Até achou que poderia voar sozinho, mas como se percebe, este sonho ainda lhe é distante. Não é por outra razão que a criatura está apoiando o seu criador, que anda sem palanque e espaço político bastante reduzido. A Prefeitura de São Paulo é o que resta para José Serra. É, todos sabem, o único pleito em que tem possibilidades reais de vitória. E se tal ocorrer, garantirá um "pequeno" cacife político para manter a sua influância no PSDB, que já "escolheu" o senador mineiro Aécio Neves como próximo candidato do Partido à Presidência da República.  Depois do fiásco, Lula e a cúpula petista deveriam refletir sobre o "passo torto" que deram e, como acontecia em tempos idos, voltar a ouvir as bases. Haddad já foi uma imposição engolida à seco e agora o mesmo acontece com Kassab. Mas este saiu do "prato" antes de ser digerido forçosamente pela base da sigla estrelada. .       

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