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O medo mora na Bahia
A PM da Bahia está em greve. Para tapar o vazio deixado nas ruas, o governo federal mandou um contingente da Força Nacional de Segurança. A atitude ajuda, mas não resolve o problema. A solução, diz o bom senso, está no fim deste movimento. Um absurdo! No entanto, a PM parece irredutível na sua posição, assim como o governo do Estado. No meio deste impasse, verdadeiro fogo cruzado de má vontade, está a população. Indefesa! A marginália local, aproveitando-se da situação, impõe o medo. E barbariza. Ontem à noite, reportagem do Jornal da Globo mostrou imagens preocupantes, que deveria sensibilizar tanto o governador baiano como o comando de greve da PM: o comércio fechando suas portas mais cedo e a população correndo do trabalho para se trancar em casa. É o fim do mundo! Até onde sabemos, funcionários de serviços essenciais, como é o caso da PM, podem fazer greve (direito assegurado por lei), mas não em sua totalidade. Um mínimo de 40% do contingente, se não me falha a memória, deve manter-se na ativa. É pouco, porém já ajuda. Não vi, li ou ouvi nada a respeito. A sensação que ficou, com as imagens oferecidas pela reportagem, é de que todos aderiram ao movimento. Urge que esta situação seja repensada. Os governos estaduais não podem deixar que a solução seja encontrada apenas na última hora. Ou depois dela, como parece ser o caso. A PM, por sua vez, deve agir na mesma linha. Entendo a necessidade da PM, mas não consigo entender a postura do governo baiano. Será que não existe um meio termo? Se existe ou não, a esta altura do campeonato, já não importa tanto. O que importa é a segurança da população que precisa ser restabelecida. E com a máxima urgência.


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